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Estudo indica que maconha pode não fazer tão mal para saúde

Estudo indica que maconha pode não fazer tão mal para saúde
Foto: Maj. Will Cox/ Georgia Army National Guard
Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia observou os efeitos da maconha sobre a saúde de quase mil pessoas que participaram do estudo. A pesquisa concluiu que a maconha não faz tão mal para a saúde física das pessoas como se imagina. Entretanto, malefícios como o prejuízo no desenvolvimento do cérebro, especialmente entre os jovens, e a piora de doenças mentais continuam ligados à droga. Mas, na saúde física, o efeito da substância pode até ser benéfico, como ajudar a controlar o nível de colesterol e índice de massa corporal (IMC). O prejuízo foi observado na saúde bucal. Em 55,6% dos usuários que usaram a droga por mais de 15 anos foi constatado prejuízo periodontal (nas gengivas) em comparação a 13,5% de quem nunca usou a droga. Essa relação seria explicada pela falta de higiene bucal entre as pessoas que usam maconha. Outros prejuízos observados foi o da função respiratória da autoavaliação de saúde. Os cientistas analisaram o consumo de cannabis por um ano, com voluntários dos 26 aos 38 anos. Os pesquisadores que estudam esse grupo neozelandês, que é acompanhado desde os anos 70, já haviam publicado um estudo destacando os efeitos negativos da droga, principalmente na saúde mental de adolescentes (refletido em uma perda nos testes de QI). O novo estudo foi publicado pela revista "Jama Psychiatry", os autores afirmam que dificilmente a maconha seria capaz de melhorar a saúde metabólica da população, apesar dos (fracos) indícios nessa direção. "Os resultados inesperados sublinham a importância de se fazer pesquisa rigorosa para testar hipóteses em vez de construir políticas públicas baseadas em mitos e dogmas que há muito pairam sobre esse assunto", escreveram Kevin Hill, e Roger Weiss, da Faculdade de Medicina de Harvard e do Hospital McLean, em Belmont, Massachusetts, nos EUA, em comentário ao estudo. Os pesquisadores recomendam cautela no uso médico. Os pesquisadores também desencorajam o uso recreativo da droga por médicos. "É importante frisar que, por melhor que tenha sido conduzido, este é apenas um estudo, com uma população homogênea, feito em um único país e terminando aos 38 anos de idade. É possível que alguns problemas surjam depois disso".