Antipsicótico clozapina é adotado pelo SUS para tratamento de Parkinson
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O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (10) que o medicamento clozapina será oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com transtornos psicóticos associados à doença de Parkinson. Serão investidos cerca de R$ 3 milhões ao ano para disponibilização do antipsicótico. A decisão, segundo a pasta, foi da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), atendendo pedido da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. O medicamento será usado no combate a psicoses associadas ao Parkinson. Alguns dos argumentos da Conitec favoráveis à incorporação são de que a psicose é um fator que influencia negativamente no desfecho da doença, com umento da dependência, das hospitalizações em casas de saúde e da mortalidade. A ausência de alternativas com maior evidência de benefícios e segurança também foi considerada. Para a diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde do Ministério da Saúde, Clarice Alegre Petramale, é importante garantir o acesso do medicamento a esses pacientes. "As tecnologias já incorporadas ao SUS devem sempre ser usadas de modo a garantir benefícios à saúde da população, com redução de riscos", explicou. "Apesar de tratar um sintoma não tão comum em pacientes com Parkinson, o medicamento será essencial para dar mais conforto e qualidade de vida aos pacientes que o apresentam".
