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Novo exame de sangue pode personalizar tratamento de depressão

Novo exame de sangue pode personalizar tratamento de depressão
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Cientistas do Instituto de Psquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College de Londress (IoPPN),  desenvolveram um exame de sangue que pode prever se pessoas com depressão irão reagir ou não a antidepressivos comuns. Com essas descobertas, os pesquisadores afirmam que esse pode ser o início de uma nova era de tratamentos personalizados, onde os médicos poderão encaminhar pacientes depressivos para tratamentos precoces com adequado uso de antidepressivos, possivelmente incluindo duas medicações, antes que os pacientes piorem. "Este estudo nos deixa um passo mais próximos de proporcionar um tratamento de depressão personalizado aos primeiros sinais", afirmou Annamaria Cattaneo, que liderou o trabalho do IoPPN. A depressão é uma das formas mais comuns de doença mental e afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou a doença como a causa principal de invalidez no planeta. O tratamento para depressão normalmente envolve medicação ou psicoterapia, mas cerca de metade de todas as pessoas tratadas não melhora com antidepressivos de uso inicial, e aproximadamente um terço dos pacientes tem resistência a todos os medicamentos. De acordo com O Globo, até agora os médicos não tinham como estabelecer se alguém vai reagir bem ou não ao medicamento, ou se o paciente pode precisar de um plano de tratamento mais agressivo. Por isso, os pacientes são tratados com tentativas e através de experimentação de uma droga após a outra. O estudo, divulgado nesta terça-feira (7) no “International Journal of Neuropsychopharmacology" se concentrou em dois marcadores biológicos que medem a inflamação sanguínea. Estudos anteriores já haviam apontado a ligação entre níveis altos de inflamação e uma reação ruim a antidepressivos. Os pesquisadores mensuraram os dois marcadores, chamados de Fator de Inibição da Migração de Macrófagos (MIF) e interleucina (IL)-1β, em dois grupos de pacientes depressivos antes ou depois de eles tomarem uma variedade de antidepressivos comuns.