Conselho de Medicina alerta que situação da saúde para Rio 2016 é preocupante
Mascotes da Rio 2016 | Foto: Divulgação
A menos de três meses do início da Olimpíada Rio 2016, a situação da saúde na capital fluminense é preocupante, de acordo com o Conselho Regional de Medicina (Cremerj). O presidente da entidade, Pablo Vázquez, disse na última sexta-feira (20) que a chegada dos mais de 800 mil turistas esperados para o evento pode prejudicar o atendimento à população como um todo. "É necessário que o governo federal, o estadual e o municipal façam investimentos extraordinários no planejamento estratégico da Olimpíada se quisermos ter uma assistência médica de qualidade", afirmou à Agência Brasil. Na quinta, Vázquez se reuniu com representantes do Comitê Olímpico Rio 2016, integrantes da prefeitura e do governo estadual para buscar uma solução emergencial. Segundo ele, um dos riscos é o desabastecimento dos bancos de sangue da cidade. "É importante que a partir desse evento [reunião com os representantes] eles entendam que, se o estoque de sangue no Rio de Janeiro não ficar em nível adequado, por conta de greve do setor administrativo, que outros estados forneçam, que fiquem de prontidão, que o governo federal venha para cá, as Forças Armadas, para garantir esse atendimento". De acordo com o vice-presidente da entidade, Nelson Nahon, faltam quase 200 leitos de Centros de Tratamento Intensivos (CTIs) no Rio de Janeiro. "Teríamos condições de ter, na Santa Casa do Rio de Janeiro, 400 leitos de retaguarda para clínica médica que não estão funcionando. Tivemos o fechamento do Hospital Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, com quatro andares, maternidade e pronto socorro e emergência", apontou. Para Nahon, a integração da rede de leitos municipal, estadual e federal poderá reverter esse déficit.
