OMS e FAO voltam atrás e afirmam que agrotóxico glifosato não provoca câncer
Foto: Arquivo/ Agência Brasil
Cerca de um ano após afirmarem que o agrotóxico glifosato seria "provavelmente cancerígeno", a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) voltaram atrás. "É improvável que o uso do glifosato através da dieta seja cancerígeno para o homem", disse a OMS em comunicado publicado ao fim de um painel de especialistas sobre resíduos de pesticidas nos alimentos e no meio ambiente. "Os testes científicos indicam que a administração de glifosato e de produtos derivados a doses de até 2 mil miligramas por quilo, por via oral, que é a maior exposição à substância em uma dieta, não está associada a efeitos genotóxicos na maioria dos estudos conduzidos com mamíferos", diz o texto, segundo a Agência Brasil. O glifosato é um herbicida sistêmico absorvido pelas folhas das plantas, e não por suas raízes. A substância é o principal ingrediente do Roundup, herbicida produzido pela Monsanto. Há anos, existia a suspeita de que o glifosato tivesse efeitos nocivos sobre a saúde, como o aumento da incidência de certos tipos de câncer. Outra suspeita é de que o glifosato impeça a reprodução da flora intestinal e estimule o surgimento do autismo.
