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Fraude: Famílias processam banco de esperma por ter doador com doenças mentais

Fraude: Famílias processam banco de esperma por ter doador com doenças mentais
Foto: Getty Images
Um banco de esperma dos Estados Unidos e uma empresa de serviços de reprodução assistida estão sendo processados por três famílias canadenses por falsificação de dados de um doador. Com registro de "doador 9623", uma ficha fornecida às famílias apresentava um QI de 160 que seria de um baterista mundialmente famoso que estudava para um PhD em engenharia neural. No entanto, o homem em questão seria na verdade portador de várias doenças mentais, condenado criminalmente e sem conclusão da faculdade. Segundo o jornal britânico Guardian, as empresas Xytex Corp (dos EUA) e Outreach Health (canadense) são acusadas de falha em investigação e fraude desde a última quarta-feira (13). O advogado das famílias, James Fireman afirmou que o esperma foi usado para gerar até 36 crianças nos EUA, Canadá e Reino Unido. A real identidade do doador foi revelada em 2014, quando seu e-mail foi acidentalmente divulgado. De acordo com ação impetrada na Justiça do Canadá, o doador foi diagnosticado com esquizofrenia, transtorno de personalidade narcisista e delírios de grandeza, além de um registro de prisão durante oito meses devido a invasão e furto. Uma das mães que participam do processo, Angie Collins, afirmou que seu filho de oito anos ainda não teve sinais de doenças, mas teme pelo futuro. "Ele não devia ter feito o que fez, mas o grande problema é com as empresas que deixaram que ele doasse e venderam o esperma dele", avaliou. Ela e as outras famílias pedem US$ 12 milhões (R$ 41 milhões) em danos físicos, morais e psicológicos, e também a criação de um fundo para custear tratamentos futuros para atender as crianças se desenvolverem problemas.