Vacina contra H1N1 também previne contra outras doenças, diz especialista
Por Marcos Maia
Foto: Reprodução / Osnei Restio
A vacinação contra a gripe H1N1, antecipada para a próxima segunda-feira (18) na Bahia, não previne apenas contra a doença, de acordo com o infectologista do Hospital Aliança e professor da Escola Bahiana de Medicina, Robson Reis. "A vacina não vai proteger só quanto à H1N1. Essa vacina protege contra Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. Essa vacina é chamada trivalente", explica. Circulando no país desde 2009, junto aos demais vírus que mais causam gripe no Brasil, o H1N1 retornou com força no final do verão, de acordo com o médico. “Com exceção desse ano, o H1N1 circulava com uma taxa de complicações semelhante à dos outros vírus influenza. Tanto que, hoje, o Ministério da Saúde não registra mais o número de infecções. Hoje só são notificados os casos de pacientes graves, que apresentem o que chamamos de Síndrome Respiratória Aguda Grave", explica. A síndrome - que não é exclusivamente associada ao H1N1 - é um processo de insuficiência respiratória que ataca os pulmões, impossibilitando a oxigenação do corpo devido a lesões no órgão. Caracterizada por falta de ar, desconforto respiratório e hipotensão, ela pode até matar quando associada à H1N1. A vacinação disponibilizada pelo Ministério da Saúde através da rede pública de saúde privilegia idosos, a partir de 60 anos; crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, trabalhadores da área de saúde, mulheres grávidas ou que deram à luz há menos de 45 dias, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade, em sistema socioeducativo. O especialista explica que os grupos de risco podem ser divididos entre duas designações: os grupos de risco de complicações e de exposição. O primeiro designa pessoas que, uma vez contraindo o vírus, podem ter uma evolução mais grave da doença. "É o caso de crianças, idosos, gestantes, obesos mórbidos e pacientes com doenças crônicas (pacientes diabéticos, cardiopatas, nefropatas (com problemas renais), com doenças autoimunes, neurológicas)", enumera Reis.
Foto: Claudia Cardozo / Bahia Notícias
