Cientistas brasileiros descobrem que Zika reduz desenvolvimento cerebral em 40%
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Um estudo desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriu que o vírus Zika reduz em 40% o desenvolvimento cerebral humano. Os pesquisadores utilizaram, segundo o G1, dois modelos diferentes de estruturas: os chamados "minicérebros", estruturas de neurônios que imitam o funcionamento de um cérebro humano; e as chamadas "neurosferas", agrupamento de células-tronco neurais. De acordo com os cientistas, o vírus fez com que as neurosferas se desenvolvessem com várias anomalias nos experimentos realizados. Além disso, após seis dias, poucas neurosferas sobreviveram, enquanto centenas sem a presença do Zika permaneceram. Já entre os minicérebros, o vírus reduziu em 40% a área média de crescimento dos organoides em comparação àqueles que não foram expostos ao Zika. Para os cientistas, o resultado do estudo aumenta o conjunto de evidências que relaciona o vírus ao recente aumento de casos de microcefalia no Brasil.
