Número de mulheres que optam por mastectomia dupla triplica em dez anos
Angelina Jolie realizou procedimento em 2013 | Foto: Reprodução/ Glamurama
Apesar de ter gerado discussões em todo o mundo, a estratégia usada pela atriz Angelina Jolie em 2013 como forma de combate ao câncer de mama tem se tornado cada vez mais presente. De acordo com pesquisadores dos Estados Unidos, o número de mulheres que optaram pela mastectomia dupla triplicou em dez anos. Ainda assim, não é possível afirmar se o aumento desse tipo de cirurgia levou a um maior índice de sobrevivência entre essas mulheres, segundo o jornal O Globo. Em alguns casos, a exemplo da atriz norte-americana, as mulheres decidem pelo procedimento mesmo sem um diagnóstico de câncer, baseadas na identificação de uma maior probabilidade de desenvolvimento da doença. Durante o estudo, os pesquisadores buscaram o Instituto Nacional de Câncer dos EUA para analisar 400 mil mulheres que decidiram se submeter entre 2002 e 2012 a, pelo menos, um dos três tipos de cirurgias utilizadas para tratamento do tumor: mastectomia parcial, quando as mamas são preservadas; mastectomia unilateral, quando apenas uma mama é retirada; e dupla mastectomia. Foi descoberto que o número de duplas mastectomias aumentou de 2,9% para 12,7%, enquanto mastectomias unilaterais reduziram de 35,8% para 28,9%. Já o procedimento que preserva as mamas se manteve em 59%. O índice de sobrevivência também foi analisado, com 200 mil mulheres que se submeteram a uma cirurgia antes de 2007. As taxas são parecidas entre os três tipos de cirurgias: 91,8% entre as que conservaram as mamas, 83,8% entre as que fizeram mastectomia unilateral e 90,3% para mastectomia dupla.
