Sobrevida de transplantado com rim incompatível é maior do que daqueles na fila
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A sobrevida de transplantados com rim incompatível é maior do que daqueles que permanecem na fila de espera. A conclusão é de um estudo publicado na revista médica New England Journal of Medicine, após comparação entre grupos: um de pessoas que passaram pela dessensibilização e receberam um rim de doador vivo HLA-incompatível , e outros dois de pessoas que ficaram na fila e receberam um rim de doador e morto, e de pessoaso que ficaram na fila, mas não receberam o órgão.
De acordo com a Folha, a sobrevida do primeiro grupo em comparação com o segundo foi 13,6% maior depois de oito anos. Já em relação ao terceiro grupo foi 36,6% maior. "Eles mostram que se você pega esse paciente, faz a dessensibilização, que é um procedimento muito pesado, e transplanta o rim, ele vai melhor do que quem fica aguardando", comenta Alvaro Pacheco e Silva Filho, coordenador do programa de transplante renal do Hospital Albert Einstein. O médico diz que a dessensibilização, que filtra o sangue e retira os anticorpos "rebeldes", para permitir que o transplante seja feito mesmo nos casos de incompatibiliade, muda a história.
Viviane Mann Rechtman passou pelo processo para poder receber um terceiro rim, do seu esposo. A carioca passou por dessensibilização, ja que após algumas transfusões de sangue e três gestações, Viviane desenvolveu anticorpos anti-HLA, uma resposta imune a células estrangeiras que determina quais são consideradas próprias ou impróprias. "A diálise me fazia muito mal, e eu tinha que fazer toda noite. Era dependente daquela máquina. Agora, tenho um novo rim que vale por três", contou Viviane, que passou pela dessensibilização e depois foi transplantada.
