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Fiocruz informa que analgésicos não surtem efeito em casos de chikungunya

Fiocruz informa que analgésicos não surtem efeito em casos de chikungunya
Foto: Thinkstock
Analgésicos comumente prescritos para dores causadas por arboviroses não têm o mesmo efeito em casos de chikungunya. A informação é do médico Carlos Brito, pesquisador colaborador da Fiocruz no Recife e também faz parte do protocolo de tratamento da dor no caso a doença, a ser lançado neste mês pelo Ministério da Saúde.
 
"Estamos finalizando esse protocolo que foca no tratamento da dor na chikungunya. Sabemos que é uma doença que causa muita dor, uma dor que tem características e padrões diferentes, e que não responde aos analgésicos normalmente prescritos pelos médicos. Requer doses diferentes e às vezes, dependendo da intensidade, medicamentos diferentes. Mas é preciso cautela", disse o pesquisador ao G1. O documento, voltado para profissionais de saúde e não para a população, atualiza o guia distribuído em fevereiro do ano passado, 'Febre de chikungunya: manejo clínico'.
 
Neste documento, afirmava-se que o tratamento ideal era com o paracetamol, mas pacientes com chikungunya ouvidos pela publicação relatam ineficácia do remédio. "O remédio que o médico passa não tem 'retorno'. Dá cinco minutos, a dor volta", disse a dona de casa Maria José de Melo. O médico Carlos Brito reforçou a necessidade de um tratamento adequado e específico para alívio das dores, o que deve ser encontrado no nova cartilha. "É um quadro de comprometimento articular que incapacita muita gente. Vamos dar detalhes de como conduzir esses pacientes e sistematizar essas informações, para melhorar a qualidade de vida deles", explicou. Médicos clínicos, reumatologistas, infectologistas e especialistas em dor participam a elaboração do novo protocolo.