Procura por suposto remédio anticâncer triplica volume de trabalho na USP
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A procura pelo suposto remédio anticâncer triplicou o volume de trabalho na Procuradoria Geral da USP. Vinte e dois procuradores estão encarregados dos pedidos feitos por pacientes que exigem o direito de obter a fosfoetanolamina.
"Em outubro de 2015, tínhamos 7 mil processos. Hoje, apenas os referentes à molécula são mais de 13 mil. É um trabalho descomunal", contou à Folha de S. Paulo a procuradora-geral da universidade, Márcia Walquiria Batista dos Santos.
Segundo a magistrada, o trabalho é dificultado por algumas questões, como falta de endereço dos pacientes que pedem pela fosfoetanolamina e obrigatoriedade de cadastro digital no sistema jurídico de alguns tribunais. "Ao contestar as ações, em espcial as que vêm de fora do Estado, há tribunais que só aceitam peças digitais e nos quais o procurador deve se cadastrar, o que pode demorar - o sistema trava e nos obriga a perder horas com um só protocolo. Além disso, a procuradoria passa a dispor de pouco tempo para os processos ligados à atividade acadêmica da USP", concluiu.
