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Projeto 'Cabeça e Coração' reúne doações para mães de bebês com microcefalia

Projeto 'Cabeça e Coração' reúne doações para mães de bebês com microcefalia
Foto: Reprodução/ Bertioga Agora
Sensibilizadas com a situação de mães de bebês diagnosticados com microcefalia, uma família de São Paulo, criou o site "Cabeça e Coração" (veja aqui), que reúne doações para mães de todo o país, como a jovem de 20 anos, Mariane Oliveira. Grávida quando ainda terminava o supletivo, Mariane não possui condições financeiras para garantir a estrutura material que Isabella, sua filha com um mês e meio, precisa. Através do site, a jovem recebeu fraldas, leite em pó, itens de banho e até dinheiro para comprar um carrinho de bebê para a criança. "Desde que começaram a surgir histórias assim, quisemos ajudar. Resolvemos usar a tecnologia a que temos acesso, tão fácil para nós, para conectar quem precisa de ajuda e quem tem vontade de ajudar", explicou a jornalista Maria Clara Vieira, em entrevista à Folha de S. Paulo. Clara gerencia o projeto ao lado de sua irmã de 15 anos, que pretende prestar vestibular para Medicina, e de sua mãe, de 51 anos, formada em economia.
 
No site e nas redes sociais do projeto, as três compartilham histórias de mães com filhos microcéfalos e divulgam os itens que eles necessitam. Elas acrescentam também os endereços para o envio de doações. "Amor os bebês já têm, o que falta são bens materiais e uma boa infraestrutura, médicos e hospitais. Não conseguimos mudar isso de um dia para o outro, mas dá para fazer pequenas coisas", defende a jornalista.

Além do "Cabeça e Coração, outras iniciativas espalhadas pelo país, visam ajudar famílias com bebês microcéfalos. É o caso do empresário Henrique Melo, que celebrará seu aniversário de 45 anos em uma festa para 150 convidados em um restaurante, em Recife. O Pernambuco é o Estado com maior número de casos da doença, são 209, segundo o último levantamento do Ministério da Saúde. No convite para sua festa, Melo pede doações como presente para ajudar às mães.

Em São Paulo, a advogada Nicolle Ramos, 28, também resolveu ajudar. Grávida de sete meses, Nicolle pediu que os convidados para o chá de bebê de sua primeira filha levem um item a mais para ser doada as crianças com microcefalia do Estado. "Eu tenho a possibilidade de oferecer alguma coisa melhor para minha filha, mas muita gente não tem. Grávida, fico comovida", contou ao jornal. Nicolle confessor sentir "um medinho novo" a cada ultrassom.