Especialistas fazem alerta sobre uso de repelentes caseiros: 'precisa de garantia'
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Apesar do número cada vez maior de receitas caseiras com o objetivo de combater o mosquito Aedes aegypti, cientistas afirmam que é necessária uma comprovação da eficácia e segurança do produto. De acordo com o infectologista Dalcy Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é imprescindível para garantir a segurança e eficácia. "A gente vive uma era de produtos orgânicos, os pacientes têm duvidas e perguntam com frequência sobre os repelentes caseiros. Não posso dizer que funcionam e correr o risco do meu paciente pegar uma dessas doenças, você precisa de alguma garantia", afirmou à Agência Brasil. A recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde é que a população, principalmente mulheres grávidas, usem calças compridas, sapatos fechados, mangas compridas e coloquem telas nas janelas, especialmente em locais com maior incidência do mosquito. O uso de repelentes aprovados pela Anvisa é outra recomendação das duas entidades, mas todas as recomendações dos rótulos devem ser seguidas. Segundo a Anvisa, estudos indicam que o uso tópico de repelentes, ou seja, direto na pele, à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) por gestantes é seguro.
