Colômbia tem mais de 3,1 mil mulheres grávidas infectadas pelo zika vírus
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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou neste sábado (6) que mais de 3,1 mil mulheres estão infectadas pelo zika vírus em seu país. O vírus está relacionado com o aumento de número de nascimentos de bebês com microcefalia. Não há vacina ou tratamento contra a infecção. Entretanto, ainda não há registro no país de casos de microcefalia ligado ao zika. Mais de 25 mil pessoas já foram infectadas com a doença. O presidente colombiano estima que podem ser registrados 600 mil casos de zika, e até mil casos de síndrome de Guillain-Barré, uma condição rara e grave que pode causar paralisia e que alguns governos têm relacionado à infecção por zika. As autoridades colombianas vão trabalhar junto com líderes comunitários para combater o mosquito aedes aegypti, transmissor da doença, através da fumigação e ajudando as famílias a livrar suas casas de água parada. Quatro de cada cinco pessoas que têm a infecção sequer exibem os sintomas — dores no corpo, febre amena e erupções cutâneas. O Ministério da Saúde brasileiro confirmou no ano passado a relação entre o zika e o surto de microcefalia na região nordeste do País. O governo colombiano também pediu que as mulheres adiem os planos de gravidez por até oito meses. Casos não notificados e os pacientes sem sintomas da infecção podem significar que há entre 80 mil e 100 mil infectados por zika atualmente na Colômbia, de acordo com o governo. Na última segunda-feira (1º), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência internacional, citando forte suspeita de relação entre o vírus em grávidas com a microcefalia.
