Rio vai notificar compulsoriamente casos de sindrome Guillain-Barré
Foto: EBC
A notificação da Síndrome de Guillain-Barré será compulsória no Rio de Janeiro, por determinação da Secretaria de Saúde. A doença neurológica autoimune que pode levar à paralisia e tem sido associada à infecção por zika. No mês passado, o Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, Grande Rio, teve seis pacientes internados com sintomas da doença. Somados aos casos notificados no Rio no mês passado, o número de pacientes com a síndrome chegou a 15 em janeiro — três vezes a média histórica. Desde então, o Rio tornou a notificação de síndromes neurológicas em pacientes com manchas vermelhas. Os pacientes atendidos pelo hospital universitário, são jovens e tiveram zika entre 10 a 20 dias antes de surgirem os sintomas da síndrome, que causa fraqueza muscular e perda de sensibilidade. Dois pacientes ainda estão internados. Um deles respira por aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva: os pulmões também foram afetados pela síndrome e estão paralisados. O outro também precisa de cuidados intensivos, mas não há vagas na UTI. Amostras do sangue e do líquor (líquido que percorre a medula espinhal) dos pacientes foram para a Fiocruz. O hospital universitário já enfrenta dificuldade para tratar esses pacientes e precisou pegar emprestado com outras unidades de saúde da rede pública imunoglobulina, composto utilizado para desativar os anticorpos que agem contra a bainha de mielina.
