SBM cobra implantação de programa de qualidade de mamografias
Foto: Edson Lopes Jr./ GESP
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) pretende lançar uma campanha neste ano pela qualidade das mamografias. O presidente da entidade, Ruffo de Freitas Júnior, cobra mais agilidade na implementação do Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM) nos municípios brasileiros. O pedido é feito no período que antecede o Dia Nacional da Mamografia, comemorado no dia 5 de fevereiro. SBM quer chamar a atenção de governantes, prefeitos e secretários de Saúde para que disponibilizem verba para facilitar a implementação do programa. “Tenho certeza que vai melhorar [o exame] em cada ponto do país”, diz Freitas Júnior. O programa foi instituído em 2012 para tornar obrigatória a qualificação de todos os serviços de mamografia. O Programa Nacional de Qualidade em Mamografia, do Ministério da Saúde, foi atualizado pela Portaria 2.898/2013. A atualização visa avaliar o desempenho da prestação dos serviços de diagnóstico por imagem, com base em critérios e parâmetros referentes à qualidade da estrutura, do processo, dos resultados, da imagem clínica e do laudo. Ele se aplica a todos os estabelecimentos de saúde públicos e privados que realizam mamografia e que sejam vinculados ou não ao Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente da SBM afirma que, com a implementação do programa, fiscais de vigilância sanitária devidamente treinados podem percorrer clínicas e verificar como está a conformidade do aparelho de mamografia. “E mais do que isso, da realização da mamografia em si, incluindo a radiação. Se aquele aparelho está acima da média, ou se não está; se tem alguma coisa errada ou não”. Se a clínica não apresentar melhorias, ela pode ser desativada. Para a SBM, o programa, por ter caráter punitivo, deve ser estendido a todos os municípios. O Ministério da Saúde afirma que o programa, para funcionar, depende da iniciativa dos próprios municípios por meio das secretarias municipais de vigilância sanitária. A SBM ainda lamenta que não haja no país uma maneira 100% segura para as mulheres identificarem as clínicas em que o exame atende aos critérios de qualidade e que isso pode refletir no diagnóstico. “Um diagnóstico precoce auxilia um bom tratamento, auxilia na não mutilação e também na redução da morte por câncer da mama”, destaca. Um estudo feito pela entidade em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) mostra que menos de 10% das 5,2 mil clínicas públicas e privadas existentes no país têm o selo de qualidade em mamografia concedido pelo CRB.
