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Para estudar efeitos do Zika, cientistas vão infectar minicérebros com vírus

Para estudar efeitos do Zika, cientistas vão infectar minicérebros com vírus
Foto: Josué Damacena / Divulgação IOC Fiocruz
Com o objetivo de descobrir quais células são atingidas pelo Zika durante a formação do cérebro de bebês, pesquisadores infectarão minicérebros produzidos in vitro. O estudo será realizado, segundo o jornal O Globo, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino. "Temos que entender a dinâmica do vírus. Qual é a célula alvo no feto? Faremos uma colaboração com a UFRJ e com o laboratório ID’Or, vamos fornecer o vírus para que eles possam fazer as infecções experimentais no laboratório deles e acompanhar como ele se comporta nesses minicérebros. Acho que será algo fantástico", afirmou a chefe do laboratório de flavivírus da Fiocruz, Ana Bispo. Os minicérebros são uma massa celular produzida a partir de células-tronco. "Nesses minicérebros há uma população de células que não existe em camundongos. O organoide capitula todos os estágios iniciais do cérebro humano, como as células se dividem, como migram. Precisamos saber quais os mecanismos celulares, com intervenção do zika, estão causando a microcefalia. Não sabemos se o vírus age sozinho ou se existe outro fator", explicou Patricia Garcez, especialista em microcefalia e pesquisadora do Laboratório de Neuroplasticidade da UFRJ e do Instituto D’Or, que será uma das responsáveis pelo estudo. A pesquisa deve ter um custo de cerca de R$ 600 mil.