Morre psiquiatra que derrubou o mito de que homossexualidade seria doença
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Morreu na última sexta-feira (25), aos 83 anos, o psiquiatra Robert Spitzer, considerado o pai da classificação moderna das doenças mentais. Em suas pesquisas, Spitzer determinou que a homossexualidade não era uma doença desde que os homossexuais se sentissem confortáveis com sua sexualidade, valendo a mesma lógica para os heterossexuais. Em 1973, o médico conseguiu firmar um acordo no qual ficava estipulado que, para descrever pessoas cuja orientação sexual, seja homossexual ou heterossexual, lhes causava angústia, o diagnóstico passaria a ser o de "distúrbio de orientação sexual". Apesar de sua colaboração para a ciência, em 2001, ele chegou a publicar um estudo no qual apoiava terapias que pretendem "converter" homossexuais em heterossexuais. Dez anos mais tarde, o psiquiatra pediu desculpas e assegurou que essa pesquisa era a única coisa de sua carreira que lamentava. O psiquiatra que desempenhou um papel fundamental para a criação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) foi vitima de um problema cardíaco.
