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Para OMS, combate ao ebola ainda requer atenção, apesar de avanços

Para OMS, combate ao ebola ainda requer atenção, apesar de avanços
Foto: Ahmed Jallanzo/ EPA/ Agência Lusa
A epidemia de ebola registrada no oeste da África foi definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior, mais severa e mais complexa já registrada na história da humanidade. Até o dia 20 de dezembro deste ano, 28.637 casos foram identificados em todo o mundo, além de 11.315 mortes, segundo a Agência Brasil. No Brasil, pelo menos dois casos suspeitos foram registrados – um em Cascavel (PR) e outro em Belo Horizonte (MG) – e, posteriormente, descartados. Iniciada em 2014, a epidemia confirmou o maior número de casos confirmados e mortes, em comparação à soma dos surtos anteriores. Outro agravante, segundo a OMS, é que o ebola, desta vez, cruzou fronteiras e se espalhou entre diversos países, começando pela Guiné e passando por Serra Leoa, Libéria, Nigéria, Senegal, Mali e Estados Unidos. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, declarou neste mês que a epidemia de ebola permanece classificada como emergência em saúde pública de interesse internacional, mantendo o decreto emitido em agosto de 2014. Até o momento, nenhuma vacina contra a doença foi licenciada, mas dois candidatos em potencial, segundo a entidade, estão em avaliação.