Estudo brasileiro busca reduzir em 50% partos prematuros em casos de encurtamento de colo
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Com o objetivo de avaliar a eficácia de um novo tratamento para prevenção o parto prematuro, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) têm avaliado se a associação entre o tratamento com hormônios e um anel de silicone apresenta resultados positivos em mulheres com encurtamento do colo do útero. No Brasil, 340 mil bebês nascem prematuros anualmente. Mais de 12% dos nascimentos no país ocorrem antes da gestação completar 37 semanas. Em entrevista à Agência Brasil, o professor responsável pela pesquisa, Rodolfo de Carvalho Pacagnella, apontou que uma das principais causas do parto prematuro espontâneo (quando não há problemas com a mãe ou o bebê), é o encurtamento do colo do útero. Normalmente, quando isso é detectado, por meio de ultrassom, a gestante é submetida a um tratamento com progesterona, um hormônio que a mulher já produz naturalmente. Estudos recentes demostraram, no entanto, que um anel de silicone, que serve para fechar o colo, também pode ajudar a diminuir a possibilidade de um nascimento antes da hora. "O que nunca foi testado é essa associação do hormônio com anel de silicone. A gente está associado as duas vias de tratamento distintas com a possibilidade de potencializar os dois tratamentos. Esperamos que isso seja muito mais eficaz que os tratamentos sozinhos", disse Pacagnella. "A ideia é reduzir em cerca de 50%, entre as mulheres que tenham encurtamento do colo, as chances de ter parto prematuro", acrescentou. O estudo dos pesquisadores brasileiros é feito em associação com estudos internacionais. Eles esperam, em um prazo de cinco anos, ter o resultado definitivo: qual o tratamento é mais eficaz (ou a junção de ambos) e quando deve ser usado.
