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Morte materna cai 44% no mundo nos últimos 25 anos, afirma OMS

Morte materna cai 44% no mundo nos últimos 25 anos, afirma OMS
Foto: BBC
A mortalidade materna teve redução de 44% no mundo nos últimos 25 anos, mas somente nove países atingiram as metas da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo relatório publicado nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com Lale Say, coordenadora do departamento de saúde genética da OMS, o resultado representa “um progresso enorme”, mas os avanços são díspares no mundo. “99% das mortes acontecem nos países em desenvolvimento", destacou a coordenadora durante entrevista coletiva. O relatório revelou que apenas nove países (Butão, Cabo Verde, Camboja, Irã, Laos, Maldivas, Mongólia, Ruanda e Timor Leste) conseguiram alcançar a meta da ONU, enquanto outras 39 nações registraram "progressos significativos", afirmou a coordenadora da OMS. Apesar do avanço, o mundo não conseguiu atingir o quinto dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU, que era o de reduzir em 75% da mortalidade materna entre 1990 e 2015. Aprovado no ano de 2000, os ODM traziam como meta também melhora na saúde das mães. Segundo o estudo, publicado também na revista médica britânica The Lancet, 303.000 mulheres morreram em 2015 em consequência de complicações durante ou depois da gravidez, no momento do parto ou nas semanas posteriores. Segundo o documento, atualmente a taxa de morte de mães é de 216 mortes para cada 100.000 nascimentos, contra 385 mortes para cada 100.000 partos em 1990. Os países que mais progrediram estão no leste da Ásia, com queda de 72% na morte materna entre 1990 e 2015. Já a África Subsaariana continua sendo a região com maior nível de mortalidade de mães, concentrando 66% dos casos, o equivalente a duas mortes em cada três, segundo a OMS. Apesar do número, a situação na região melhorou e a taxa de mortalidade caiu 45% em 25 anos, de 987 mortes para cada 100.000 nascimentos a 546. Nos países desenvolvidos, a mortalidade materna caiu 48%. Apesar dos avanços, a ONU estabeleceu uma nova meta: menos de 70 mortes para cada 100.000 nascimentos até 2030. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade materna diminui a cada ano, mas também é insuficiente para alcançar o quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Segundo a pasta, a cada 100 mil nascimentos, 62 mães morrem no país, quase o dobro da meta estabelecida pelos ODM, que é de 35 óbitos a cada 100 mil nascimentos.