Diretrizes do tratamento de câncer de próstata são unificadas em benefício dos pacientes
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Devido à discussão mundial acerca do tratamento de câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) decidiram unificar as diretrizes sobre como orientar os médicos no melhor caminho a ser seguido, em benefício dos pacientes. "As duas especialidades juntas têm que falar a mesma língua para beneficiar os pacientes", disse o coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU, Lucas Nogueira, em entrevista à Agência Brasil. Com esse objetivo, as entidades se submeteram à análise de oito oncologistas, oito urologistas e dois médicos nucleares 40 questões relevantes sobre o tema, durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia, encerrado nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro. Segundo Nogueira, houve consenso em relação às novas drogas para tratamento de câncer de próstata resistente e à não indicação de algumas medicações antigas e ainda utilizadas, como a ciproterona, que não mostravam muito benefício. As diretrizes estarão reunidas em um documento que será distribuído para todos os médicos associados da SBU e da SBOC. Para o urologista, o documento de consenso vai ajudar, inclusive, o paciente a ter acesso às novas drogas junto ao plano de saúde e ao governo, no Sistema Único de Saúde (SUS). "São medicações novas, que não se tinha muito uma posição de quando utilizá-las. Para o paciente de câncer de próstata avançado houve uma melhor definição da melhor droga a ser utilizada a cada momento da doença, da forma de definir se aquela droga está agindo ou não e da disponibilidade dessas drogas em outras situações". Nogueira destacou ainda que esta é a primeira vez que se atesta a efetividade dessas drogas que estão aprovadas para uso no Brasil, embora não houvesse até então uma definição bem colocada para sua aplicação.
