Manifestação no Rio lembra bombardeio em hospital dos Médicos Sem Fronteiras
Foto: Agência Brasil
Uma manifestação na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, lembrou nesta terça-feira (3) o bombardeio a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no último dia 3 de outubro, no Afeganistão. O ato também ocorreu em diversas cidades do mundo para protestar contra a violência sofrida pela unidade de saúde do grupo, na cidade de Kunduz, atingida pelas bombas de aviões americanos, matando 30 pessoas. De acordo com a Agência Brasil, o presidente do Conselho do MSF Brasil, Mauro Nunes, falou aos presentes e pediu uma investigação independente para o incidente, pois a localização do hospital era conhecida pelas forças afegãs e pelos militares americanos. "Desde este dia fatídico, a organização Médicos Sem Fronteiras, presente em mais de 60 países, tem se mobilizado pedindo que se faça uma investigação independente. Não são pedidos de desculpas que vão trazer a verdade. Tampouco queremos limitar-nos a inquéritos feitos pelas partes envolvidas no conflito", disse Nuner em discurso. O protesto teve dezenas de integrantes do MSF, que instalaram suportes nas areias, com recipientes de soro com luzes vermelhas dentro, simbolizando o sangue derramado pelos profissionais de saúde e pacientes mortos em Kunduz. Faixas foram estendidas, com a frase "Até as guerras têm regras", lembrando que convenções internacionais protegem os hospitais, mesmo durante conflitos armados. O presidente americano Barak Obama se desculpou poucos dias depois do bombardeio. Os militares dos EUA acreditavam que o local servia de esconderijo para militantes talibãs. De acordo com o MSF, morreram no ataque 13 médicos, dez pacientes e sete pessoas que ainda não foram identificadas. A organização tem buscado assinaturas em um abaixo-assinado para pedir que Obama permita uma investigação independente.
