Ministério da Ciência e Tecnologia afirma que ‘pílula do câncer’ já está sendo pesquisada
Foto: Marcos Santos/ Agência USP
Após o Ministério da Saúde anunciar na última quinta-feira (29) a criação de um grupo de trabalho para examinar a eficácia do uso da fosfoetanolamina no tratamento do câncer, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) comunicou que seis grupos de pesquisa do país estão trabalhando no aprofundamento dos estudos sobre a molécula, considerada cura da doença, como remédio auxiliar no combate à enfermidade. De acordo com a pasta, os grupos estão discutindo a realização de testes para atestar a eficácia da molécula no tratamento de várias formas da doença, auxiliando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na decisão sobre seu uso como medicamento. “Os laboratórios que estão no projeto são liderados por cientistas brasileiros altamente qualificados e que têm capacidade comprovada para atuar na síntese, na caracterização e na realização dos testes in vitro necessários, num prazo de seis meses”, afirmou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Ainda segundo o chefe da pasta, os laboratórios que fazem parte do projeto são dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A utilização da molécula no tratamento do câncer criou uma celeuma no mês passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou sua distribuição como medicamento experimental. A decisão da Corte derrubou determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que já havia impedido o fornecimento da molécula a 1.400 pacientes com câncer na cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Grande parte da polêmica se deve ao fato de que a droga ainda não tem registro na Anvisa e também não foi testada em seres humanos.
