Hipnoterapeuta esclarece mitos sobre prática, que pode substituir anestesia em cirurgias
Por Renata Farias
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
O cirurgião-dentista Diego Wildberger se interessou por hipnose ainda durante a graduação, quando assistiu a uma palestra, com o objetivo de aprender técnicas para utilizar com amigos. Durante o evento, o profissional descobriu que a hipnoterapia poderia ser aplicada para tratamento de pacientes com ansiedade e até fobia da cadeira do dentista. Foi então que decidiu se especializar na área e, atualmente, é também hipnoterapeuta. Segundo estudo publicado na revista American Health Magazine, a hipnoterapia tem índices superiores na recuperação de pacientes, quando comparada a outras formas de terapia. Enquanto a psicanálise apresenta 38% de recuperação após 600 sessões, e a terapia comportamental, 72% após 22 sessões, a hipnoterapia leva a 93% de recuperação depois de apenas seis sessões. Para Wildberger, o resultado da pesquisa desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Alfred A. Barrios se justifica pela ausência de consciência crítica durante o transe. "Quando a gente está em um estado alterado de consciência, com nosso crítico afastado, a gente aceita mais facilmente uma sugestão", afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. "Nós afastamos o crítico e trabalhamos com sugestões direcionadas para o objetivo do paciente". Além de usada como tratamento, a hipnose também pode reduzir ou até substituir o uso de anestesia em procedimentos cirúrgicos. De acordo com o hipnoterapeuta, os médicos têm um pouco de resistência com a técnica, principalmente por acreditarem que é um processo mais demorado, enquanto o uso de substâncias anestésicas deixam o paciente desacordado rapidamente. Wildberger afirmou ainda que qualquer pessoa é passível de ser hipnotizada e esclareceu mitos ligados à técnica. Leia a entrevista completa!
