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Em seis meses, projeto reduz índice de cesarianas em 42 hospitais brasileiros

Em seis meses, projeto reduz índice de cesarianas em 42 hospitais brasileiros
Foto: Astaffolani/ Wikimedia Common
Desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com apoio do Ministério da Saúde, o projeto piloto Parto Adequado aumentou a taxa de partos normais de 19,8%, em 2014, para 27,2% nos 42 hospitais selecionados. O resultado parcial foi apresentado nesta terça-feira (27), em São Paulo. Aplicada desde março deste ano, a iniciativa contempla 38 hospitais particulares e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na Bahia, apenas o Hospital Teresa de Lisieux
participa do projeto. Segundo Martha Oliveira, diretora de desenvolvimento setorial da ANS, o Brasil tem a maior taxa de cesarianas do mundo. "A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza 15%. Mas não é esse o nosso objetivo. Nosso objetivo é reduzir a taxa de cesarianas", disse à Agência Brasil. "Ao longo do tempo, tivemos uma organização do trabalho do médico onde era mais fácil agendar todas as pacientes para o mesmo horário para se fazer a cirurgia. E os hospitais foram se adaptando a essa realidade. Todo o sistema de saúde foi se moldando para favorecer o procedimento cesariano". Para participar da iniciativa, que terá em princípio um ano e meio de aplicação, os 42 hospitais tiveram que adequar seus recursos humanos e estruturais, capacitar os profissionais e promover a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e dos bebês. O projeto conta com o apoio de mais de 30 operadoras de planos de saúde. Segundo a diretora da ANS, a ideia é que as operadoras passem a mudar também a forma de financiamento, remunerando melhor toda a cadeia, principalmente quando o parto ocorre sem problemas. Hoje, segundo Martha, o financiamento é maior quando envolve a internação do bebê em UTI. A ideia é que a partir de agora esse financiamento seja maior quando ocorrer de forma natural, sem riscos.