Ausência de saúde para mulheres é debatida durante Jogos Mundiais Indígenas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Participantes da oficina de saúde da mulher indígena, que aconteceu neste domingo (25), na vila dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), em Palmas, Tocantins, questionaram as mortes provocadas pela falta de políticas públicas e condições para tratamento de mulheres indígenas. Enquanto atletas índios do mundo inteiro disputavam várias competições na Arena Verde, ao lado, na Oca da Sabedoria, mulheres debatiam os problemas de falta de assistência às indígenas brasileiras. "As mulheres sentem falta de políticas públicas para a saúde da mulher e da criança indígena. Nas aldeias elas sentem falta de uma saúde de qualidade", afirmou Mirian Terena, do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas, à Agência Brasil. Ela lembrou ainda que a assistência deficitária à saúde da mulher prejudica também as crianças, que ficam mal alimentadas. "Os dados sobre doenças são graves, com criança desnutrida, uma vez que se a mulher não está bem, a criança também não estará. As mulheres são as que mais sofrem com essa ausência [de políticas públicas]", disse Miriam. "Infelizmente a saúde indígena passa por uma situação caótica e a mortalidade infantil está grande", acrescentou Samira Tsibodowapré, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
