Relação com Castro é tranquila e não há crise em planos de saúde, diz presidente da ANS
Por Renata Farias/ Bruno Luiz
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O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirmou nesta quinta-feira (22), em entrevista ao Bahia Notícias, que sua relação com o novo ministro da Saúde, Marcelo Castro, tem sido de diálogo. Castro tomou posse como chefe da pasta no último dia 5 de outubro, ocupando a cadeira de Arthur Chioro, alijado do cargo na reforma ministerial feita recentemente pela presidente Dilma Rousseff. Abrahão foi palestrante de um evento em comemoração aos 50 anos de fundação da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb) e os 15 anos da Federação Baiana de Saúde (Febase), nesta quinta. Apesar do perfil menos técnico de Castro em relação a Chioro, o presidente da ANS não enxerga o fato como prejudicial à Saúde e ao órgão regulador. “Marcelo é médico, tem conhecimento da área. A gente espera ter um diálogo franco, aberto, construtivo em prol de um setor que a gente sabe que é muito complexo, com um número de demandas muito grande”, afirmou. Abrahão também reconheceu problemas nos serviços oferecidos pelas operadoras de plano de saúde e negou que o setor esteja passando por uma crise financeira. “Temos que melhor o acesso, oferecer um atendimento com qualidade, segurança e humanização. A sustentabilidade da saúde é a sustentabilidade assistencial”, reconheceu. “Eu diria que hoje 95% das operadoras não estão em dificuldades financeiras. O setor vive um momento delicado, como toda economia do Brasil, mas está dentro dos padrões técnicos, econômicos e assistenciais”, minimizou. O presidente da ANS ainda comentou o caso da Unimed Paulistana, que sofreu em setembro uma intervenção por parte do órgão. A empresa foi obrigada a negociar a transferência ou venda de toda a carteira de beneficiários. A intervenção do órgão regulador da saúde suplementar já acontecia desde 2009, por conta de graves problemas financeiros que atingem a filial paulistana. “Estamos com ação em conjunto com órgãos de defesa do consumidor, MPF, MP estadual, demais Unimeds, e estamos trabalhando para que essa portabilidade receba e direcione os beneficiários para dentro da própria Unimed. Nós já temos a migração de 50% da carteira, estamos acompanhando isso diuturnamente”, informou.
