OMS sugere que China adote lei nacional antitabaco devido a elevado número de mortes
Foto: USP Imagens
Um relatório divulgado nesta segunda-feira (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pede à China a criação de uma lei nacional contra o tabaco. Mais de 1 milhão de pessoas morrem anualmente no país devido a doenças relacionadas com o tabaco, número que pode triplicar em 2050, segundo a organização. "O vício do tabaco na China vai custar caro à saúde, à sociedade e à economia. E os fumantes chineses não estão apenas se prejudicando, mas também aos amigos, à família e a todos os que os rodeiam", destacou o representante da OMS na China, Bernhard Schwartländer, em entrevista à Agência Brasil. A lei nacional protegeria 1,34 milhão de chineses dos danos causados pelo fumo. De acordo com Schwartländer, os registros de exposição ao fumo passivo são extremamente elevados no país, "com consequências devastadoras para os afetados". Estudo recente, publicado pela revista científica The Lancet
, mostrou que um em cada três homens chineses com menos de 20 anos corre o risco de morrer de forma prematura se não deixar de fumar. "A lei em Pequim é um exemplo para o resto da China. Apesar de terem sido implementadas políticas antitabaco em outras cidades chinesas, elas não foram aplicadas devidamente. Precisamos de leis mais duras, que se apliquem de forma eficaz, e de campanhas massivas para educar a população", destacou Xiaofeng Liang, do Centro de Prevenção e Controlo da Doença chinês.
