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Para diretor do Hemoba, unidades existentes atendem demanda por sangue na Bahia

Por Renata Farias

Para diretor do Hemoba, unidades existentes atendem demanda por sangue na Bahia
Foto: Divulgação
Dos 417 municípios baianos, apenas 22 contam com a presença de um posto fixo da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). O número parece pequeno para a demanda por sangue do quarto estado mais populoso do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o médico Marinho Marques, diretor-geral da instituição, acredita ser suficiente para suprir as necessidades, principalmente por conta da solidariedade da população. “A gente não tem complexidade nos hospitais e em todos os municípios para justificar unidades em todos eles. Depende da necessidade do serviço de saúde mesmo. A gente tem o que chama de macrorregião de saúde e microrregião, e a Hemoba se situa geralmente no município polo daquela região”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias. “O povo baiano por característica é muito solidário, então a receptividade com relação à doação de sangue é sempre muito boa. Ainda assim, a gente tem que fazer sempre campanha para buscar estimular a doação rotineira, não só quando há alguém da família precisando”, completou. O gestor ressaltou ainda a proibição, por lei, da disponibilização de qualquer forma de auxílio para que a população se dirija até os postos de doação. “Não é permitido, por exemplo, que a Hemoba forneça transporte para as pessoas, porque pode ser entendido como uma remuneração indireta”, pontuou.


As duas unidades móveis do Hemoba circulam, geralmente, por pontos de Salvador

Na tentativa de aumentar a captação de doadores de sangue e de cadastros de medula óssea, a Hemoba conta ainda com duas unidades móveis – a segunda entregue em maio deste ano, com a expectativa de "zerar" o déficit de bolsas, segundo o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas Boas. O que poderia facilitar a doação em municípios que não contam com postos fixos, já que foi anunciado que uma unidade ficaria em Salvador enquanto a outra circularia pelos municípios, não vem de fato acontecendo. Segundo Marques, o hemóvel foi deslocado apenas para uma campanha no Vale do Jiquiriçá, permanecendo normalmente na capital baiana. “Nossa maior necessidade hoje por sangue é justamente na capital e região metropolitana, que é onde as unidades móveis têm permanecido. Em algumas cidades, a gente não pôde fazer campanha externa por conta da epidemia de dengue e chikungunya. Até programamos, mas tivemos que cancelar”, justificou. Ainda assim, o diretor da Hemoba garantiu que já há campanhas para coletas externas programadas. As unidades fixas do hemoba estão presentes nos municípios de Salvador, Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camaçari, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Irecê, Itaberaba, Itapetinga, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Santo Antônio de Jesus, Seabra, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas, Valença e Vitória da Conquista. O número de postos pode aumentar, com a implementação de postos do Hemoba nos postos do SAC no estado. O primeiro deles deve ser instalado em Cajazeiras, em Salvador. Paralelo a esse plano está a construção de mais dois hemóveis, que devem ser entregues ainda nesta gestão. (Atualizado às 10h01)