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Hospital de SP afirma que menina poderia ser operada no Brasil; União pede reembolso

Hospital de SP afirma que menina poderia ser operada no Brasil; União pede reembolso
Júlia e os pais, pouco antes da cirurgia nos EUA | Foto: Arquivo Pessoal
Médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) declararam à Justiça Federal nesta quarta-feira (16) que a unidade possui estrutura para realizar a cirurgia pela qual a menina Júlia Marcheti Ferraz, de cinco anos, passou em fevereiro, nos Estados Unidos. De acordo com o site UOL, o depoimento faz parte de um processo movido pela União, que exige que a família Ferraz devolva à União o valor de US$ 42 mil (R$ 164 mil), gasto para que o procedimento fosse realizado fora do país. A sentença deve sair nos próximos meses. Júlia foi diagnosticada aos oito meses com leucomalácia periventricular, um tipo de paralisia que causa rigidez muscular e compromete os movimentos dos membros. A família ingressou no ano passado com ação na Justiça Federal, alegando que somente uma operação feita nos Estados Unidos poderia fazer com que ela andasse normalmente. A União custeou a operação, que fez com que ela recuperasse parte dos movimentos. Na ocasião, o HC de Ribeirão declarou publicamente que poderia fazer o procedimento. No depoimento de ontem, a neuropediatra Carla Caldas informou que o hospital chegou a fazer todos os exames para que ela fosse operada e que levar a menina aos Estados Unidos foi uma opção da família. "O HC tem todas as condições de realizar o procedimento", afirmou. Por outro lado, a família da criança argumenta, que, embora soubesse da capacidade do HC para realizar cirurgias em crianças com paralisia em graus 4 e 5, os  mais severos, o mesmo não se aplica para casos menos graves, como o de Júlia, com nível 3. "A informação que tínhamos é de que a operação que a Júlia precisava só poderia ser feita nos Estados Unidos", informou Alexandre Ferraz, que acompanhou a oitiva dos médicos. Procurado pela publicação, o Ministério da Saúde declarou que aguarda o desfecho judicial do caso e que, como o HC informou ter condições de fazer a cirurgia, acredita que a família tenha que devolver os recursos. O pai da garota contou nesta quinta que ela está se recuperando bem da cirurgia e que já consegue se locomover. "Ela segue fazendo fisioterapia e melhorando muito", disse.