Para psiquiatra, suicídio deve ser reconhecido como problema de saúde pública
Por Renata Farias
André Brasil é presidente da APB | Foto: Jamile Amine / BN
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. No Brasil, 30 pessoas se suicidam diariamente, segundo a Associação Psiquiátrica da Bahia (APB), o que corresponde a uma média de três a quatro pessoas por dia no estado. Na tentativa de mudar essa realidade, o dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. "Pouca gente reconhece [o suicídio] como uma questão de saúde pública, mas é saúde pública, sim. No Brasil, o índice ainda é muito subestimado, porque nem todos os casos de suicídio são reaPalmente comunicados. As pessoas entendem o suicídio só como pular de um prédio, dar um tiro na cabeça... Às vezes tem suicídios que são velados. Tem pessoas que abandonam o tratamento médico, um diabético, uma pessoa com câncer, e é tido como suicídio também. Até por isso os dados não são fáceis de ser identificados", afirmou o presidente da APB, André Brasil, em entrevista ao Bahia Notícias. "Essa campanha busca trabalhar com o alerta à população, reduzir o tabu, o estigma e a falácia sobre o assunto", completou. Em Salvador, o Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (Neps), do Centro de Informações Antiveneno (Ciave), realiza atividades nesta quinta-feira (10) para lembrar a data.
