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Em reação a campanha por parto normal, mulheres se organizam em grupos pró-cesárea

Em reação a campanha por parto normal, mulheres se organizam em grupos pró-cesárea
Foto: Reprodução/ Facebook
Com a intensificação das campanhas a favor do parto normal, mulheres tem se organizado grupos pró-cesárea para defender a opção pela modalidade de parto. Em julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) emitiu resolução que torna mais rigorosa a liberação do procedimento, com o objetivo de reduzir o índice de cesarianas, que alcança 86,4% na rede privada e 40% no SUS. A informação sobre o motivo de se optar pela cesárea deve constar, a partir da edição da norma, no partograma, que acompanha toda a gestação da mulher, para manter a cobertura do plano de saúde. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, em reação à medida, foram criados diversos grupos de discussão nas redes sociais: “Eu escolhi cesárea”, “Não me obriguem a um parto normal”, “Parto cesárea – Minha escolha & meu direito”. “Elas costumam dizer que somos “menos mães”, que cesárea não é parto”, aponta Kauane Braciak, 24 anos, administradora da comunidade Mães, cesáreas & Cia, que tem mais de 90 mil seguidores em no Facebook em cerca de seis meses de criação. Para Kauane, o direito de escolha da mulher, defendido em relação ao parto normal e ao aborto, precisa ser estendido à decisão sobre o parto.