Chioro será ouvido em CPI sobre leishmaniose; comissão quer fim da eutanásia de cães
Foto: Lúcio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, será ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito dos Maus-Tratos a Animais no próximo dia 22 para explicar como a pasta tem feito o combate à leishmaniose visceral no país. Caso não compareça a audiencia, Chioro pode ser convocado formalmente para depor. De acordo de Agência Câmara, a reunião foi sugerida pelo relator, o deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP), nesta quinta-feira (3), durante audiência pública que discutiu as formas de combater a doença sem precisar sacrificar os cachorros infectados. Os cães não transmitem a leishmaniose, mas servem de depósito para o protozoário, transmitido pelo mosquito-palha ou birigui. Quando os humanos adquirem a doença, também conhecida como calazar, pode apresentar os seguintes sintomas: febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. De acordo com o veterinário André Luís Soares, integrante da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Brasil é o único do mundo que autoriza a eutanásia de animais como para controle da leishmaniose, o que não é eficaz, de acordo com ele. Há outras formas de combater a doença, como a distribuição de deltramina, o inseticida contra o mosquito que transmite o protozoário e o uso de coleiras nos cães com a substância. Atualmente, um teste aplicou 313 mil coleiras em cães de 13 municípios de oito estados. O resultado dos testes deve sair ainda este ano. O Brasil teve 3.453 casos da doença no ano passado, sendo 58% no Nordeste. Em cada dez vítimas, quatro são crianças de até 9 anos de idade. O índice de mortalidade não é elevado: 7 em cada 100 infectados morrem.
