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Zumbido afeta 28 milhões de brasileiros, aponta estudo

Zumbido afeta 28 milhões de brasileiros, aponta estudo
Foto: Reprodução
Conviver frequentemente com um som semelhante a um apito, chiado, grilo ou panela de pressão dentro do ouvido não deve ser nada fácil. No entanto, é assim que vivem cerca de 28 milhões de brasileiros que sofrem de zumbido, um barulho que não tem fonte real externa e é percebido no ouvido ou na cabeça.  “Trata-se de um sintoma, e não uma doença, de etiologia múltipla e passível de cura”, explica a otorrinolaringologista Clarice Saba, vice-presidente da Sociedade de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Bahia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 278 milhões de pessoas são afetadas pelo sintoma em todo o mundo. A médica, que já ganhou o mais importante prêmio científico internacional na área de estudos sobre zumbido, o Jack Vernon Awards, conta que uma das explicações da percepção do barulho está relacionada ao aumento de impulsos elétricos que a via auditiva envia para o cérebro. A especialista explica também que as causas e tratamentos para o zumbido são múltiplos, e por isso é imprescindível descobrir o que causou o problema para realizar um tratamento personalizado. “Muitas doenças podem causar zumbido, como a perda auditiva parcial ou total, questões anatômicas referentes à cabeça, face e pescoço, postura, alterações nos níveis de triglicerídeos e colesterol, pré-diabetes, alto consumo de cafeína e açúcar, alteração de tireoide, dentre outros fatores”, conta. Clarice também alerta para o fato de que o zumbido pode agravar até doenças como hipertensão e diabetes. Ouvir música alta também pode ser um problema. “O som pode lesar as células ciliadas da cóclea (o “computadorzinho” do ouvido) de forma irreversível. O hábito de ouvir música com volume elevado em fones de ouvido é preocupante. Alguns aparelhos podem alcançar 120 decibéis (dB). Para exemplificar, uma conversação normal está ao redor de 60dB, e o ouvido humano, teoricamente, pode suportar até 80dB, à depender do tempo de exposição”, explica a profissional.