Subcoordenador do Samu diz que 40% das notificações recebidas são trotes: 'Já foi maior'
Por Renata Farias
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Um projeto de lei, publicado nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial do Legislativo, busca instituir a aplicação de multa para proprietários de linhas telefônicas de cujos aparelhos sejam originados trotes para o Serviço de Assistência Médica de Urgência (Samu). De acordo com o subcoordenador do órgão, Osvaldo Bastos, entre 30% e 40% das ligações recebidas pelo Samu são falsas. "Mas isso pode ser considerado um número baixo. Logo no começo do Samu, a gente tinha uma incidência que chegava até a 70% de trotes", avaliou. O grande problema das falsas notificações são as consequências causadas a necessidades reais de atendimento. "Além do dinheiro gasto com combustível e pessoal, os esforços que deslocamos para atender uma falsa ocorrência acabam retardando ou impedindo atendimentos reais. E isso não é um problema só no Samu, mas também na polícia e outros órgãos públicos", afirmou. Em caso de aprovação do projeto de lei, os donos das linhas pagarão multa de R$ 1 mil. Já ligações originadas de telefones públicos serão anotadas para levantamento e posterior identificação do autor. Para Bastos, qualquer forma de reduzir esse tipo de ação é positiva, mas apenas a aplicação da multa não é suficiente. "O correto é que a população tenha consciência de como isso prejudica outros atendimentos. Campanhas são importantes, como a Samu nas escolas. Com ela, nós conseguimos diminuir muito o número de crianças que passam trote. No entanto, muitos adultos também fazem isso", lamentou.
