Novo presidente da Anvisa quer proximidade com população e maior celeridade
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O médico sanitarista pernambucano Jarbas Barbosa, que assumiu a presidência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há duas semanas, defende uma vigilância sanitária com foco nas probabilidades de risco, que proteja o cidadão, mas que não tenha caráter proibitivo ou invasivo na vida dos cidadãos. Em entrevista à Agência Brasil durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, Barbosa destacou como desafios para seus três anos de mandato a aproximação da agência com a população e a redução das burocracias desnecessárias do setor. O presidente da agência também anunciou que a Anvisa poderá aprovar novas regras para agilizar o registro de medicamentos no Brasil. Na avaliação do diretor presidente, a Anvisa se desenvolveu muito em 15 anos de existência, mas precisa começar a usar as redes sociais para chegar às pessoas, por exemplo, para que informar sobre quais remédios estão com a venda proibida ou quais alimentos estão sendo recolhidos. "[O tempo para registro de medicamentos] é razoável, mas a gente pode melhorar algumas coisas", avaliou Barbosa sobre o tempo que a agência leva hoje para decidir se um remédio pode ou não ser comercializado no país. Segundo ele, em agosto, a diretoria colegiada da agência pode aprovar uma norma que vai reduzir a fila de quatro mil para mil pedidos de registro. O presidente acredita que, para tornar o processo mais célere, é necessário ainda olhar modelos de agências de outros países. "Um exemplo é que o Brasil é um dos poucos países em que suplementos alimentares são tratados como medicamentos. Na maioria dos países é tratado como alimento".
