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Pesquisa indica a possibilidade de tratar o autismo ainda na fase embrionária

Pesquisa indica a possibilidade de tratar o autismo ainda na fase embrionária
Distúrbio compromete desenvolvimento do cérebro. Foto: Reprodução
Ainda sem causa totalmente conhecida, o autismo tem intrigado cientistas há muitas décadas e gerado a cada dia descobertas promissoras. Recentemente, pesquisadores dos Estados Unidos descobriram que, em autistas, há um problema no DNA que desregula a atividade dos neurônios, uma das características do distúrbio. Os resultados foram publicados na última edição da revista Cell Press. "Em vez de partir da genética, começamos com a biologia do distúrbio a fim de tentar obter uma janela para o genoma dele", explica Flora Vaccarino, autora sênior do estudo e professora de neurobiologia da Escola de Medicina de Yale. Mais de 80% dos casos de autismo não têm causa genética clara e, segundo Vaccarino, as mutações já descobertas são extremamente heterogêneas, sendo que cada uma responde por menos de 2% dos casos. No estudo, os pesquisadores analisaram quatro famílias, sendo que os casais não tinham o transtorno, mas os filhos sim. Foram recolhidas células da pele dos adultos e das crianças e, em laboratório, transformadas em células estaminais pluripotentes induzidas (IPSCs), que deram origem a minicérebros. A escolha está relacionada ao fato de 20% dos pacientes com autismo terem em comum a cabeça com um tamanho maior que o tradicional. Segundo Vaccarino, nos pequenos órgãos criados a partir da pele das crianças autistas, os pesquisadores perceberam que ocorria uma superprodução de neurônios inibitórios. No entanto, as células nervosas responsáveis por excitar as próximas não foram atingidas. Nos minicérebros oriundos dos adultos não foi observado esse desequilíbrio na atividade neuronal.