Cremeb rebate Vilas-Boas: pacientes com Guillain-Barré têm mortalidade de 5% a 7%
No Twitter, o secretário também se manifestou | Foto: Reprodução/ Twitter
Após a declaração do secretário estadual da Saúde, em entrevista à rádio Metrópole nesta quarta-feira (15), de que "ninguém morre de Guilain-Barré" e que "para uma pessoa morrer de Guillain-Barré é necessário ter negligência médica", o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) expressou surpresa e repúdio. De acordo com a entidade, "30% dos pacientes portadores da síndrome são acometidos de insuficiência respiratória pelo comprometimento da musculatura torácica, pois necessitam de ventilação mecânica à qual têm difícil acesso por negligência – esta sim – de gestores da saúde em todos os níveis do país". Em nota, a Cremeb afirmou ainda que pacientes com Guillain-Barré apresentam taxa de mortalidade entre 5% e 7%, devido a problemas como pneumonia por aspiração, arritmias cardíacas, embolia pulmonar e sepse hospitalar, além da insuficiência respiratória. "É cediço que a assistência à saúde pública no Brasil é precária por falta da estrutura necessária, não podendo uma autoridade atribuir o insucesso no tratamento de pacientes apenas a possível negligência médica", completou. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) esclareceu que a declaração de Vilas-Boas foi tirada do contexto.
