Pesquisa aponta alterações imunológicas em trabalhadores em contato com benzeno
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Um estudo feito em parceria pelo Departamento de Química do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e o Laboratório de Toxicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Latox-UFRGS) constatou alterações no sistema imunológico das pessoas, causadas pelo benzeno presente em produtos como gasolina e cigarro. Publicado em fevereiro deste ano na revista científica Enviromental Research, a pesquisa teve como público-alvo frentistas de postos de gasolina do Rio Grande do Sul, devido à proximidade do laboratório da UFRGS e também porque esses trabalhadores estão diretamente expostos aos efeitos do benzeno presente nos combustíveis. "Tais estudos nunca foram feitos no Brasil e, como a gasolina varia de um país para outro, não sabíamos ao certo o que causaria nesse tipo de funcionário que trabalha em postos de gasolina, o que, no Brasil é comum. Em outros países, não é comum esse tipo de trabalhador", disse a cientista Adriana Gioda, do CTC-PUC-RJ, à Agência Brasil. De acordo com a cientista, no Rio Grande do Sul, a concentração de benzeno encontrada foi muito baixa. Mesmo assim, a substância causou problemas em pessoas expostas ao benzeno, o que, segundo ela, significa dizer que, na siderurgia, os problemas provocados por benzeno podem ser muito mais graves.
