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Debate sobre hanseníase e alienação parental é realizado no bairro de Águas Claras

O Brasil pode se tornar o primeiro país do mundo a indenizar famílias separadas por conta do preconceito associado à hanseníase, em caso de aprovação da medida provisória que estende a indenização concedida às pessoas internadas nos antigos leprosários aos seus filhos. Como parte da campanha pela aprovação, Salvador recebe, na próxima sexta-feira (17), o encontro estadual do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), que acontece na sede da entidade. "A mobilização é fundamental para que o mecanismo legal que venha a garantir a indenização das pessoas que foram separadas de suas famílias realmente atenda as necessidades destes cidadãos. Por isso, o Morhan vem promovendo encontros locais em todo o Brasil e, também, reuniões decisivas com o poder público", afirmou o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio, em nota. Até a década de 1980, uma lei federal recomendava o isolamento compulsório dos pacientes com hanseníase em colônias, chamadas à época de leprosários, além de ordenar a entrega dos bebês de pais com hanseníase à adoção. Desde 2007, o Governo Federal concede pensão especial às pessoas que foram submetidas ao isolamento compulsório, porém a medida não se estende aos filhos. Aberto à imprensa, o evento será realizado a partir das 15h, na sede do Morhan, em Águas Claras.