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Presidente do Sindimed acredita que ampliação do prazo de emissão de atestados 'foi muito afobada'

Por Renata Farias

Presidente do Sindimed acredita que ampliação do prazo de emissão de atestados 'foi muito afobada'
Foto: Divulgação
Em vigor há pouco mais de um mês, a Medida Provisória 664/2014 concedeu a médicos a possibilidade de emitir atestados de até 30 dias para seus pacientes. Anteriormente, os atestados deveriam ser de, no máximo, 15 dias. Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, essa medida "foi muito afobada" e sem estudo prévio. "Essa decisão de ampliar de 15 para 30 dias deveria ser mais discutida, porque vai recair sobre o médico uma decisão que ele próprio pode ficar inseguro. Eu mesmo estou inseguro. O próprio INSS estabelece um conceito um pouco falho sobre isso. É possível encontrar vários colegas inseguros. Isso não foi discutido, veio de cima para baixo", disse ao Bahia Notícias. Magalhães afirmou ainda que a decisão pode acarretar diversas consequências negativas, até mesmo para os trabalhadores, que podem ser questionados por seus patrões com relação ao tempo de afastamento das empresas. Nesta quarta-feira (8), a corregedoria do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) afirmou, ao jornal A Tarde, que a ampliação aumentaria a quantidade de atestados falsificados. O presidente do Sindimed concordou com a afirmação e acrescentou que existe uma verdadeira indústria de falsificação do documento. "Eu não tenho dúvida que isso pode aumentar o número de atestados falsificados. Hoje existe uma verdadeira indústria disso. Eles fabricam o carimbo e aplicam o atestado, usando até mesmo o nome de um médico que nem sabe", concluiu.