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Mais de mil baianos aguardam na fila para transplante de rim

Mais de mil baianos aguardam na fila para transplante de rim
Foto: Reprodução
Mais de mil baianos aguardam na fila de espera pela oportunidade de realizar o transplante de rim. Além destes, outras 1.500 pessoas estão em processo de avaliação para saber se são habilitadas a participarem deste grupo. Segundo reportagem publicada na edição desta quinta-feira (2) do jornal Tribuna da Bahia, os dados são da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Ainda de acordo com informações da Sesab, em 2014, foram realizados 82 procedimentos deste tipo em todo o estado. O tempo de espera na fila do transplante pode chegar a até dois anos e meio. Para este ano, a meta é de quem sejam feitos 150 transplantes. Quatro locais na Bahia estão habilitados para realizar o procedimento, sendo três deles em Salvador – Hospitais Ana Nery, São Rafael e Espanhol – e um em Itabuna. A previsão é de que, até março, os necessitados tenham mais um espaço disponibilizado, em Feira de Santana. Até o fim do ano, mais dois espaços, um em Vitória da Conquista e outro em Juazeiro, também realizarão o transplante. Segundo o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), órgão ligado à Sesab, Eraldo Moura, “a maior fila de espera para transplante é, sem dúvida, a de rim”. Entretanto, nem todas as pessoas estão aptas a realizar o procedimento. “Eventuais doadores que tem distúrbios psiquiátricos ou problemas cardiológicos graves tem um sério rico de desenvolver complicações após o transplante”, destacou o coordenador do Serviço de Transplantes do Hospital Ana Nery, Ricardo Mattoso. O médico também pontuou que pacientes que sofram de câncer nos rins estão dentro do grupo de risco e não podem realizar o procedimento. Ainda segundo especialistas, para quem está no aguardo, o tempo médio de espera pode variar entre dois e cinco anos. A baixa quantidade de doares de rim no estado é algo que contribui para esta situação. O principal motivo é a rejeição de muitas famílias em doar, para realizar o transplante, órgãos de parentes que já morreram. Esta negativa das famílias chega a 50% dos casos. “Na Bahia, são praticamente seis transplantes realizados por cada milhão de habitantes. Para se ter uma ideia, no Rio Grande do Sul, esse número é quase dez vezes maior”, explicou Mattoso. Já entre os doadores vivos, algumas restrições são impostas para  evitar complicações futuras. De acordo com Eraldo Moura, o interessado em doar precisa ser parente até o quarto grau do paciente que vai receber o órgão. Caso não esteja dentro destes requisitos, a doação só poderá ser feita através de autorização judicial.