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Regime sírio é acusado de praticar crimes contra humanidade por matar médicos

Regime sírio é acusado de praticar crimes contra humanidade por matar médicos
Foto: Reuters
As tropas do regime sírio são acusadas de cometer crimes contra a humanidade por terem assassinado 610 médicos e trabalhadores da saúde desde o início do conflito, em 2011. A acusação foi apresentada em um relatório na ONU pela ONG Physicians for Human Rights. De acordo com o documento, as forças de Bashar al-Assad atacam sistematicamente os hospitais, as clínicas e as equipes médicas há quatro anos. A organização indicou que 139 dos 610 trabalhadores médicos assassinados foram torturados ou executados. O documento informou sobre 233 ataques contra 183 hospitais e clínicas, alguns deles com barris explosivos. "O governo sírio recorreu a todo tipo de técnicas: prisões nas salas de urgência, bombardeio de hospitais, tortura e inclusive assassinato de médicos que tentam atender os feridos ou doentes", denunciou Erin Gallagher, diretor de investigação da ONG. A entidade ainda diz que o governo de Damasco é responsável por 88% dos ataques contra hospitais sírios nos últimos quatro anos e por 97% das mortes de equipes médicas. Os ataques são considerados uma violação ao direito humano internacional, mas "quando são generalizados e sistemáticos, como ocorre na Síria, constituem um crime contra a humanidade”, de acordo com a ONG. O relatório, intitulado "Os médicos na mira: quatro anos de ataques contra as equipes médicas na Síria", diz que os líderes mundiais não devem permitir que os ataques se banalizem no conflito. O ano de 2013 foi o mais letal para os trabalhadores da saúde, com 171 assassinatos.