Pesquisadores da USP desenvolve teste que detecta doenças autoimunes precocemente
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Um teste que permite identificar precocemente portadores de doenças autoimunes foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, a 315 km da capital paulista. Ainda é possível identificar se os pacientes reagirão bem ao tratamento padrão aplicado com a substância metotrexato. "Só depois de seis meses se descobre o dado clínico. Aí é que se entra com um segundo tratamento alternativo. Isso é um problema muito sério", explicou o professor do Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Fernando de Queiroz Cunha, um dos orientadores da pesquisa, à Agência Brasil. De acordo com o professor, as chances de diminuir os efeitos da doença são reduzidas quando há demora em se reconhecer uma verdadeira eficiência do tratamento. "Quando o paciente reage bem ao medicamento, fica vários anos tomando apenas metotrexato e mais um analgésico, uma droga para tirar a dor". A atual discussão dos pesquisadores é sobre a criação de um kit para realização do teste. "Imaginamos que, se tudo der certo, em um ano, começaremos a iniciar os ensaios clínicos para confirmar se o teste funciona ou não. A gente não tem dúvida que vai funcionar, mas obviamente que precisamos de um ensaio clínico", acrescenta Cunha.
