Brasil realiza cerca de 200 mil cirurgias para retirada da vesícula por ano
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Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que são realizadas por ano no Brasil aproximadamente 200.000 colecistectomias ou cirurgias de retirada de vesícula. A doença é caracterizada pela presença de cálculos (pedras) na vesícula. Ocorre em 20% das mulheres e 10% dos homens. É mais frequente na idade madura, entretanto pode se manifestar em qualquer fase da vida. “Quando os cálculos obstruem os canais biliares, pode ocorrer infecção e causar graves complicações, por isso é importante a avaliação e o acompanhamento médico”, afirma o cirurgião gástrico, Dr. Alvaro Nonato. A retirada da vesícula é a opção indicada na maioria dos casos. “O procedimento é feito por videolaparoscopia, o que permite receber alta em 24 horas”, diz o médico. Os principais fatores de risco para o surgimento dos cálculos são: obesidade, diabetes, uso de estrogênio, gravidez e cirrose hepática. Acomete principalmente as mulheres na idade reprodutiva. Nos casos em que há sintomas, a principal queixa é dor abdominal que pode ser do tipo cólica ou de natureza contínua, localizada no lado direito do abdômen, mas, podendo se localizar na região epigástrica, no lado esquerdo do abdômen ou até se irradiar para as costas. Náuseas, vômitos e febre podem acompanhar a queixa de dor, especialmente nos casos mais graves. “Há pacientes que podem ter o cálculo sem saber e aqueles que descobrem quando a situação é grave, a partir de uma forte cólica abdominal”, diz o especialista. A vesícula é um pequeno órgão, em forma de pêra, que tem a função de armazenar a bile produzida pelo fígado. Com a retirada da vesícula, a bile vai direto para o intestino, percorrendo seu trajeto normal.
