Epidemia de ebola ainda é emergência de saúde pública de alcance mundial, diz OMS
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Embora alguns locais, como o Mali, tenham sido considerados livres do vírus ebola, e os países mais afetados tenham apresentado uma queda no número de casos da doença, a epidemia de Ebola na África Ocidental continua classificada como "emergência de saúde pública de alcance mundial". A declaração foi feita nesta quarta-feira (21) pela a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, que aceitou as recomendações do Comitê de Emergência do organismo. O comitê que é composto por especialistas de diversas áreas, se reuniu pela quarta vez para avaliar a atual situação da epidemia do vírus do ebola, para decidir se ela ainda representa uma ameaça à saúde pública mundial e estabelecer as recomendações necessárias. Segundo a agência EFE, análises mostram que os casos estão diminuindo nos países com mais casos, o que confirma que a estratégia farmacêutica aplicada pelo comitê está funcionando. Diante desta situação, pede-se "encarecidamente" aos governos de Guiné, Libéria e Serra Leoa que continuem com os controles de saída para evitar a exportação do vírus. Estes controles devem durar até que o contágio tenha cessado completamente nos três países. O Comitê deu ênfase à necessidade de que a comunidade internacional colabore com estes controles de saída. E recomenda que os países que fazem fronteira com a Guiné, Libéria e Serra Leoa continuem com uma vigilância ativa nas fronteiras e que se comprometam com a cooperação bilateral, compartilhando informações e recursos. As autoridades locais também devem estar envolvidas neste processo. Para os demais países, o Comitê enfatizou a necessidade de evitar o estabelecimento de medidas que interfiram na troca de pessoas ou mercadorias. O Comitê identificou que até 40 países estabeleceram medidas não recomendadas pelo organismo, como controles de entrada, quarentenas obrigatórias para pessoas que estejam retornando de viagem e proibição de entrada. A OMS destaca que o objetivo principal continua sendo reduzir a "zero os casos de ebola" nos países mais afetados, medida mais efetiva para evitar que o vírus se propague internacionalmente.
