Venda de clareadores dentais requer prescrição de profissional habilitado
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Diante da grande procura por clareamento dental que se transformou em uma verdadeira corrida por um sorriso cada vez mais branco. A Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta semana um determinação que prevê que a venda de clareadores dentais com concentração acima de 3% de peróxido de hidrogênio seja feita apenas com prescrição de um dentista. A agência prevê que a comercialização dos produtos ficará restrita a estabelecimentos com autorização para a venda de produtos de saúde. O objetivo é prevenir os danos que podem ocorrer a partir do uso desses produtos sem orientação e acompanhamento de um profissional habilitado. A nova norma foi apoiada pelas entidades odontológicas. A medida foi colocada em consulta pública no ano passado, depois da demanda apresentada por entidades odontológicas. A norma da Anvisa também define que a propaganda desses produtos só poderá ser veiculada em publicações dirigidas a profissionais prescritores. As embalagens terão que trazer impressa a expressão “venda sob prescrição de profissional legalmente habilitado”. Segundo a Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, os clareadores dentais devem ser tratados como medicamentos, já que podem trazer riscos à saúde como sensibilidade dentária, alteração de superfície do esmalte, absorção radicular, alterações pulpares e dano periodontal, se mal administrados. Segundo a entidade, antes de usar o clareador, o paciente tem que ser avaliado, o dente já deve estar totalmente formado e deve-se avaliar se existem infiltrações, cáries e uma série de fatores que vão influenciar a administração do produto. Além disso, grávidas não podem usar os clareadores.
