Organização custeia tatuagens para mulheres sobreviventes de câncer de mama
Morry Gash é uma das mulheres que participou do projeto / Foto: Morry Gash / AP
Uma organização do Colorado, Estados Unidos, lançou um projeto que ajuda sobreviventes de câncer de mama em sua recuperação emocional e auto-estima, ao custear tatuagens que escondam as cicatrizes de mulheres que passaram pela doença. As informações são do jornal O Globo.
O P.ink tem sede no estado Wisconsin e foi o mediador entre os tatuadores e as pacientes. “Muitas sobreviventes veem isso como uma oportunidade de definir o que significa para elas o câncer de mama. Esse é o tipo apoio individual que procuramos dar aqui” explicou Noel Franus, que criou a ação Dia P.ink em parceria com a agência de publicidade CP+B.

Foto: Morry Gash / AP
A ideia de criar a campanha veio quando Franus viu a sua cunhada, Molly Ortwin passar por uma mastectomia dupla. Após a cirurgia, a mulher não quis apenas fazer a reconstituição mamária, mas também fazer tatuagens que reproduzissem seus mamilos. Dessa forma, depois de conversas com pessoas próximas, Molly resolveu tatuar uma flor em 2013.
Além do Dia P.ink, a organização também tem um departamento sem fins lucrativos, a Fundação P.ink, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para pagar tatuadores para trabalhar com os sobreviventes da doença.
A instituição também criou um aplicativo para smartphones, em que as mulheres encontram sugestões de desenhos para as tatuagens e podem testá-las em um retrato. A organização pensa em criar um estúdio de tatuagem exclusivo para as pacientes e realizar um programa de formação de tatuadores profissionais.
